Chá de cânfora: planta asiática para dores musculares

Por Robson Merieverton em Doenças, Plantas, Saúde

A cânfora é uma planta conhecida pelas suas características decorativas, amplamente usadas em jardins. Por outro lado, ela também é largamente utilizada devido a suas propriedades medicinais.

Ela é originária da Ásia Oriental, particularmente da ilha de Formosa, Japão e China Meridional.

A planta pertence à família das laureacea. Dependendo da região, ela também é conhecida como erva cavaleira e rabugem de cachorro. Em termos curativos, a parte utilizada são as folhas e flores, além do óleo essencial que é extraído dessas duas partes.

Propriedades medicinais

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Foto: reprodução/Pinterest

A cânfora é um excelente ingrediente natural usado no tratamento de alguns sintomas que aparecem no corpo. Entre eles, estão: enjoos, gases, contusões, dores musculares, reumatismo e frieiras. Devido as suas propriedades sedativas, o uso da planta também é indicado em casos de doenças nervosas, hipocondria, histerismo, convulsões, epilepsia, melancolia e nevralgias.

Chá de cânfora

Para preparar o chá da cânfora, basta separar 500 ml de água e duas colheres de sopa da planta seca. Primeiro, coloque a água para ferver. Quando estiver próximo de atingir o ponto de ebulição, acrescente a erva, deixando ferver por cerca de 10 minutos. Passado esse tempo, desligue o fogo e deixe descansar em um recipiente fechado.

Antes de consumir o chá, use uma peneira para retirar a erva. O indicado é consumir até três xícaras da bebida por dia. Porém, antes de fazer uso da cânfora no tratamento de qualquer uma das doenças acima citadas, é importante que o médico seja consultado.

Cuidados

O consumo excessivo da planta pode trazer algumas complicações para a saúde. Em todo caso, vale à pena procurar orientação médica antes de usá-la, já que ela também pode causar irritação da pele no uso tópico e intoxicação pela absorção e inalação dos vapores.

Além do mais, no caso onde o óleo é utilizado, o paciente pode apresentar eczema e dermatite de contato. Nas crianças, os efeitos podem ser mais perigosos, sobretudo devido a intoxicação que ela pode causar, podendo apresentar espasmos, delírio e perturbações do controle respiratório.