Chá de fitolaca – Benefícios e propriedades

Por Natália Petrin em Plantas

De nome científico Phytolacca decandra, a fitolaca é uma planta subarbustiva da família Phytolaccaceae. Sua presença pode ser notada em toda a América, dos Estados Unidos até a Argentina e no Brasil, é encontrada em todas as regiões, mas principalmente no Nordeste, Sudeste e Sul. Também conhecida como caruru-açi, erva-dos-cachos, erva-de-laca, uva do Canadá, fitolaca americana, uva-turva, vinagreira e tinturer, a planta pode chegar aos 4m de altura, e possui folhas grandes que se afinam nas extremidades. Suas flores são brancas, em caches, e contam com cinco pétalas cada uma. Seus frutos são negros, se desenvolvem em cachos e amadurecem no outono. As suas folhas são muito usadas na medicina popular, e o suco das bagas é usado como tinta, pigmento, além de ser um agente de coloração para vinhos.

Chá de fitolaca – Benefícios e propriedades

Foto: Reprodução

Benefícios e propriedades

Sua aplicação na medicina popular é eficaz no tratamento de artrite e reumatismo crônicos, obesidade, edemas, câncer de pele, dismenorreia, sífilis, dermatofitose e sarna. Suas propriedades envolvem sua ação como depurativa, combatente da obesidade, anti-inflamatória, antirreumática, antiemética, purgativa, antiedematosa, anticancerígena, antiparasitária e emenagoga.

Chá de fitolaca

Com ação laxativa leve, antirreumática, anti-inflamatória, depurativa e combatente da obesidade, o chá de fitolaca pode ser preparado com suas partes aéreas, que podem ser encontradas para comprar em lojas de produtos naturais.

Para preparar, use a proporção de 2 colheres de sopa da erva para cada litro de água. Em um recipiente, leve a água ao fogo e adicione a fitolaca. Quando a mistura alcançar fervura, desligue o fogo e tampe, deixando a solução descansar abafada durante cerca de 10 minutos. Ao amornar, coe e consuma. O indicado para adultos, é consumir de duas a três xícaras de chá ao dia.

Contraindicações, precauções e efeitos colaterais

As folhas da planta, quando cruas, são venenosas. Além disso, suas sementes são altamente tóxicas e não devem ser consumidas. Entre seus efeitos colaterais, encontramos distúrbios gastrointestinais que podem ocorrer com a ingestão das folhas maduras, dos frutos não cozidos e das raízes, gerando uma toxidade severa. O consumo é contraindicado às pacientes gestantes, pois a planta possui ação estimulante ao útero, além de componentes tóxicos. Além disso, a planta é conhecida por afetar o ciclo menstrual.

A polpa da fruta apenas deve ser consumida quando cozida. A superdosagem pode causar náuseas, vômitos, diarreia, espasmos estomacais, tonturas e cefaleias que podem durar entre 24h e 48h após a ingestão. A intoxicação, em adultos, pode acontecer com menos de 10 frutas consumidas cruas.